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Manifesto

Reputação
não deveria
ser boato.

Na empresa brasileira de médio porte, a escolha de um prestador de serviço crítico é feita quase sempre da mesma forma: alguém conhece alguém. O INEV existe para transformar essa confiança informal em registro verificável.

Selo INEV

Esse método tem uma vantagem e um defeito. A vantagem é a confiança, que é real. O defeito é que ela não é verificável, não escala e não protege ninguém. Quando dá errado, o custo não aparece no honorário — aparece no passivo trabalhista descoberto na due diligence, no exercício contábil que precisa ser refeito, no contrato de trinta milhões perdido por uma exigência de compliance não atendida.

Empresas grandes não vivem esse problema: contratam big four e sabem o que estão comprando. Pequenos negócios também não: compram soluções massificadas e o risco é proporcional. É o meio do mercado — caro demais para prateleira, pequeno demais para atendimento individualizado — que decide no escuro.

O INEV não inventa um novo padrão de qualidade. Verifica, com método público e prazo longo, se uma empresa cumpre aquilo que ela mesma alega. E publica o resultado, inclusive quando ele é desfavorável.

Um selo só significa alguma coisa enquanto a maioria não o tem. Por isso a nossa principal métrica não é quantas empresas entraram — é quantas não entraram.

O nome

Por que negócios e empresas.

As duas palavras não são sinônimo aqui. Elas descrevem as duas metades do que o instituto faz.

  • Empresas é o que o INEV valida. Certidões conferidas na fonte, referências entrevistadas, cases checados — e o resultado publicado num registro aberto.
  • Negócios é o terreno em que ele faz isso. Não o consumidor, não o cidadão: o registro existe para a decisão que um dono de empresa toma quando precisa entregar o imposto, o contrato ou o caixa da companhia nas mãos de alguém de fora.

O instituto para aí, e para de propósito. Ele não vende trabalho, não monta equipe, não coordena entrega e não recebe percentual sobre o contrato de ninguém. Quem faz a parte comercial é o IBF 360, empresa coligada pelos mesmos sócios — separação que está declarada por escrito, com as travas que a sustentam.

A origem

A pergunta que ninguém sabia responder.

Andrey Esterlino Borges é contador e advogado, e dirige uma das consultorias tributárias e estratégicas mais respeitadas do país. A rotina dele inclui, há anos, a mesma cena repetida: um cliente pede a indicação de um profissional de outra área, e ele precisa decidir na hora em quem confiar.

"Ah, eu conheço o fulano, da empresa tal." A frase sai fácil. O que vem depois dela é que nunca teve resposta.

Retrato de Andrey Esterlino Borges, idealizador do INEV
Andrey Esterlino Borges — contador, advogado e idealizador do instituto
A primeira pergunta

Mas será que é confiável?

Conhecer o sócio não é conhecer a empresa. Não há certidão conferida, não há referência entrevistada, não há como saber se a equipe sênior que apareceu na reunião é a que vai executar.

A segunda pergunta

Devo colocar minha reputação em jogo?

Se o trabalho indicado falhar, quem perde crédito diante do cliente é quem indicou. Décadas de relação podem ser arranhadas por um serviço que nem foi seu.

A terceira pergunta

E continua bom hoje?

A empresa que era excelente há cinco anos pode ter perdido o sócio que entregava, trocado o time inteiro ou aberto passivo. Ninguém reavalia fornecedor todo ano — a queda se descobre no prejuízo.

O INEV nasceu dessas três perguntas. Não da vontade de criar mais um clube empresarial, mas da constatação de que faltava infraestrutura: um parâmetro público para avaliar, uma fonte independente que confirmasse o que a empresa afirma sobre si, e alguém obrigado a recheca-la depois.

É por isso que o instituto publica critério em vez de opinião, confere na fonte em vez de aceitar declaração, e faz o selo vencer todo ano em vez de emitir diploma. Cada um desses três mecanismos responde a uma das perguntas acima — e nenhum deles envolve vender coisa nenhuma.

Princípios

Cinco compromissos.

01

Padrão público

Todo critério de admissão, permanência e exclusão é publicado na íntegra e pode ser conferido por qualquer pessoa.

02

Escassez deliberada

Até três empresas por subsetor e por praça, todas sob o mesmo crivo. A escassez vem da barreira de entrada, não de limitação artificial de vaga.

03

Verificação na fonte

Certidões consultadas na origem e referências entrevistadas por telefone. Declaração de candidata não substitui checagem.

04

Conflito declarado

Nossa estrutura de receita e os riscos que ela cria estão publicados, com as salvaguardas correspondentes.

05

Histórico preservado

Suspensões e exclusões permanecem visíveis. Registro que apaga o próprio erro deixa de ser registro.

Consequência

Nem toda candidatura é aceita

E nem todo registro é permanente. É exatamente isso que faz o selo valer para quem contrata.

Governança

Três instâncias, atribuições não cumuláveis.

Trimestral

Conselho do Ecossistema

Composição: o instituto e um representante sênior de cada empresa validada.

Delibera sobre: admissão e exclusão, matriz setorial, regime econômico, conflitos entre empresas e abertura de praças.

Mensal ou sob demanda

Comitê de Curadoria

Composição: três a cinco membros técnicos, com maioria obrigatoriamente externa e sem participação nas validadas.

Responde por: análise de candidaturas, renovações anuais, contestações de terceiros e instrução disciplinar.

Contínuo

Núcleo Operacional

Composição: equipe interna do instituto.

Responde por: administração do registro, relacionamento com as validadas e comunicação institucional. Não delibera sobre admissão, renovação ou exclusão.

A separação entre Comitê de Curadoria e Núcleo Operacional é a salvaguarda central do modelo: quem decide sobre validação não tem meta comercial — nem poderia ter, já que o instituto não vende nada além da própria anuidade. Ver arts. 31 e 32 do Regulamento.

Conselho e curadoria

Quem responde pelas decisões.

São duas instâncias, de propósito separadas. O Conselho do Ecossistema é formado pelo instituto e por um representante sênior de cada empresa validada, e delibera sobre admissão, exclusão e alteração do regulamento. O Comitê de Curadoria analisa as candidaturas e instrui os processos, com maioria obrigatória de membros externos ao instituto e sem participação em nenhuma empresa do registro.

Conselho do Ecossistema · composição atual

Uma cadeira por empresa validada. Como o registro está em formação, o Conselho hoje é o das quatro fundadoras — e cresce a cada admissão.

O representante de cada empresa é indicado por ela e registrado em ata. Nenhum deles vota em matéria do próprio subsetor, inclusive na entrada de concorrente direto: manifesta-se por escrito e se retira da deliberação (art. 39, § 1º).

Comitê de Curadoria

O comitê ainda não foi constituído. As regras de composição já valem e estão no art. 31 do Regulamento: de três a cinco membros técnicos, maioria obrigatória de externos ao instituto e sem participação em empresa do registro, mandato de 24 meses renovável uma vez, remuneração exclusivamente fixa e desligada do número de aprovações. Enquanto o comitê não estiver empossado, a análise das candidaturas é conduzida pelo Núcleo Operacional e decidida pelo Conselho. Publicaremos aqui o nome, a trajetória e a declaração de não participação de cada curador assim que houver posse — e é por isso que esta seção está vazia em vez de preenchida com texto institucional.

O propósito

Confiança é a infraestrutura mais cara do Brasil.

Empresa grande compra confiança pronta: contrata uma marca global e paga caro por isso. Empresa pequena vive sem — compra barato e absorve o risco. O meio do mercado faz a pior das três coisas: paga em acidente.

Passivo descoberto na due diligence. Exercício contábil refeito às pressas. Contrato grande perdido por uma exigência não atendida. Ninguém lança isso como custo de confiança, mas é exatamente o que é — e é a conta mais cara que uma empresa de médio porte paga sem perceber.

O que estamos construindo

Confiança como bem compartilhado

Verificar direito custa caro para uma empresa sozinha e barato para muitas juntas. É a mesma lógica de uma estrada: ninguém constrói a sua, todo mundo usa.

Por que importa além do negócio

Bom trabalho passa a ser recompensado

Hoje quem entrega bem e quem entrega mal competem em pé de igualdade, porque o cliente não consegue distinguir antes de contratar. Um registro público muda o incentivo de um mercado inteiro.

O que queremos que aconteça

Que perguntar vire hábito

O dia em que um empresário perguntar "essa empresa é validada?" com a mesma naturalidade com que pergunta se tem certidão negativa, o instituto terá cumprido o que se propôs.

Não estamos criando mais um clube.
Estamos baixando o custo de confiar.

Contato

Falar com o instituto

Para candidaturas, use o formulário da Turma Fundadora. Para contratar uma empresa validada, comece pelo registro. Os canais abaixo são para os demais assuntos.

Registro e verificação
registro@inev.com.br
Curadoria e contestações
curadoria@inev.com.br
Praças ativas
Maringá · Cascavel · Curitiba · Londrina · São Paulo

Toda contestação fundamentada é registrada, encaminhada ao Comitê de Curadoria e respondida em até 30 dias, inclusive quando anônima. A empresa contestada tem direito a manifestação prévia a qualquer decisão.